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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

GPESEG EXPLICA! A comunicação efetiva e sua importância para alcançar um cuidado adequado em saúde

Por: Giovanna Calispto de Rezende. Acadêmica de Enfermagem da Escola de Enfermagem Anna Nery. Membro do Grupo de Pesquisa e Extensão em Segurança e Sustentabilidade em Saúde - GPESEG.



Você já deve ter ouvido falar em técnicas de passagem de plantão, técnica SBAR, Read Back, entre outras. Essas são ferramentas usadas para melhorar e padronizar a transição do cuidado, que é uma das etapas do processo de cuidar.O termo Transição do cuidado, apesar de não existir um conceito global, é usado para descrever qualquer momento do processo de cuidado em que haja transferência de responsabilidade sobre determinado paciente entre profissionais, unidades ou níveis de saúde, não implicando na retirada total de responsabilidade do profissional que está compartilhando o cuidado sobre o cliente. Esse conceito se refere a vários pontos dentro do serviço onde o paciente se move, seja ele entre unidades, setores ou entre pessoas, e diz respeito inclusive à transferência do hospital para casa, onde a responsabilidade é transferida para o próprio paciente, que será o autor do seu próprio cuidado. A Sociedade Americana de Geriatria, por exemplo, define que a transição do cuidado é um conjunto de ações que objetivam garantir a coordenação e continuidade do cuidado quando os pacientes se transferem entre diferentes locais ou serviços de saúde.3
Tendo em vista a finalidade de continuar o cuidado com qualidade, deve-se ter em mente que o estabelecimento de comunicação efetiva durante o processo de transição é crucial para se obter êxito e garantir a segurança em saúde. Estratégias existem para facilitar esse processo e um desafio durante as transferências é identificar métodos adequados para que diminua a perda de informação e dados clínicos importantes, já que a falta de comunicação dentro do serviço fala a favor de atenuação dos problemas. Para ilustrar a relevância desse tópico, o Ministério da Saúde elaborou um cartaz sobre as metas de segurança do paciente e destacou como meta 2: Melhorar a comunicação efetiva.
Desse modo, devemos lançar mão de estratégias e ferramentas que se adaptem a realidade de cada unidade ou setor para que haja declínio em níveis aceitáveis de eventos adversos e, não menos importante, valorizar a educação em saúde, incorporando o conteúdo de segurança do paciente para que os profissionais tenham uma postura diferente nesse quesito.
Referências:
1 ALVES M, MELO CL. Transferência de cuidado na perspectiva de profissionais de Enfermagem de um pronto-socorro. REME – Rev Min Enferm. 2019.
2 BARCELLOS, G.B. Comunicação entre os profissionais de saúde e a segurança do paciente. In: SOUSA, P.; MENDES, W. (Org.). Segurança do Paciente: criando organizações de saúde seguras. Rio de Janeiro: EditoraFiocruz, 2014. p: 139 – 155.
3Transitions of Care: Technical Series on Safer Primary Care. Geneva: World Health Organization; 2016.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

GPESEG EXPLICA! Gerenciamento de resíduos e sua associação a infecções hospitalares


Por: Cintia de Carvalho da Silva. Acadêmica de Enfermagem da Escola de Enfermagem Anna Nery. Membro do Grupo de Pesquisa e Extensão em Segurança e Sustentabilidade em Saúde- GPESEG.

O gerenciamento de resíduos se apresenta como um beneficiário nos cuidados e prevenções de danos ao meio ambiente, um ambiente saudável e livre de doenças contribui para as futuras gerações e para a atual, uma vez que aumenta a qualidade de vida enquanto diminui os riscos químicos e físicos e contribui para uma maior responsabilidade ecológica.  Na década de 90 surge o conceito de biossegurança que previne os riscos e reduz os danos causados ao meio ambiente devido aos resíduos hospitalares, sejam eles matérias, medicamentos, etc. Ela promove o cuidado ao ser humano e ao meio ambiente e garante sustentabilidade a todas as formas de vida. Ao longo dos anos várias medidas foram criadas nos hospitais para prevenir os riscos de infecções. Na década de 80 foi criado o CCIH e posteriormente o programa de controle de infecção hospitalar. Juntamente com a resolução 33 da legislação brasileira, busca-se a diminuição de resíduos e o encaminhamento dos mesmos para um local apropriado e seguro garantindo a proteção do trabalhador, da sociedade e do meio ambiente. Segundo o gerador de risco de serviços de saúde são preconizados as seguintes diretrizes: segregação, acondicionamento, identificação, classificação, destinação final e tratamento. Essas medidas de precaução, prevenção e controle requerem uma sensibilização da comunidade envolvida, engajamento dos atores socais por meio do ensino pelo profissional que deve considerar a periculosidade dos resíduos e cuidar de si e do outro, desenvolvendo responsabilidade ecológica. A promoção a saúde envolve isso também. A resistência antimicrobiana vem aumentando e a taxa de infecção hospitalar ultrapassa a preconizada pela OMS, acarretando um impacto negativo nos hospitais. A falta de informação e de atualização dos profissionais de saúde, incluindo o enfermeiro que é o gerenciador de cuidados, afeta muito. Os hospitais e os profissionais não seguem a legislação ou não possuem estrutura para segui-la, não possuem um controle bacteriológico documentado, seja por falta de rigor ou por falta de informação. Portanto, os agentes de saúde e os profissionais de saúde devem ser o elo principal no controle da IH, respeitando a bioética e legislação, para contribuir com um meio ambiente livre de resíduos que gerem tais infecções e coloquem a vida de pacientes e funcionários em risco.

Referências:

1)    Gerenciamento dos resíduos de serviço de saúde: biossegurança e o controle das infecções hospitalares. BE Kreutz - Texto & Contexto Enfermagem; 2004. Disponível em: redalyc.org

2)      Riscos infecciosos imputados ao lixo hospitalar realidade epidemiológica ou ficção sanitária?Zanon - Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 1990 - SciELO Brasil.

3)      A prevenção e o controle de infecções: um estudo de caso com enfermeiras. RT Fontana, L Lautert – Revista brasileira de enfermagem. Brasília. Vol. 59, n …, 2006. Disponível em:  lume.ufrgs.br

terça-feira, 10 de setembro de 2019

GPESEG EXPLICA! A Importância da temática segurança do paciente no ensino de graduação em saúde

Por: Camilla Anselmo Furtado. Acadêmica de Enfermagem da Escola de Enfermagem Anna Nery. Membro do  Grupo de Pesquisa e Extensão em Segurança e Sustentabilidade em Saúde- GPESEG.



Segurança do paciente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é o termo utilizado para a redução de danos desnecessários associados à assistência em saúde. 1 No entanto, para fornecer uma assistência de alta qualidade e segurança aos pacientes, é necessário que os profissionais de saúde sejam adequadamente preparados.2

Para a enfermagem, Florence Nightingale introduziu o termo não causar danos aos pacientes, como um pressuposto básico para a profissão. Essa profissão destaca-se por ter o cuidado direto com o paciente durante todo o seu percurso nos sistemas de saúde, sendo corresponsável por diversos erros, mas também auxiliando na disseminação dos conceitos sobre segurança do paciente.2 Entretanto, garantir a segurança do paciente envolve um trabalho multiprofissional e em equipe. Sendo assim, o Ministério da Saúde, através da Portaria n°529, de 1° de Abril de 2013, instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), cujo um dos seus objetivos é fomentar a inclusão do tema segurança do paciente no ensino técnico e de graduação e pós graduação na área da saúde.3

Nesse sentido, é importante ressaltar que a cultura de segurança não é instantaneamente adquirida, mas sim construída, e a graduação é essencial nesse processo de formação em cada profissional. Enquanto futuros líderes e prestadores do cuidado em saúde, é vital que os estudantes de todas as áreas da saúde sejam bem informados e habilidosos na aplicação dos princípios e conceitos relacionados à segurança do paciente, e que sejam capazes de implementar uma cultura justa, transparente, com foco em medidas educativas para o combate às falhas no cuidado. 2

Para que ocorra a construção de uma educação efetiva em segurança do paciente por instituições acadêmicas de saúde é necessário que esta temática englobe toda a estrutura curricular e de forma articulada, independente dos estudantes já terem avançado ou não em técnica.2,4 Este ensino deve se dar desde o primeiro período da graduação, a partir de ações de ensino-aprendizagem que assegurem uma atuação segura ao longo da formação e que se sustentem também no decorrer da atuação profissional. 2

Historicamente, os cursos da saúde trabalham na perspectiva da assertividade, porém, essa abordagem, de certa forma, prejudica a cultura de segurança, uma vez que o ambiente hospitalar é complexo e apresenta muitos riscos à saúde, como a superlotação, condições inadequadas de trabalho, tratamentos complexos, tecnologias avançadas que exigem atualização e atenção constante, entre outros. Além disso, a percepção da possibilidade de que o erro possa acontecer constitui-se no primeiro passo para fortalecer as ações de segurança no ensino. Discutir os erros dos estudantes também é uma forma de aprendizado, pois estes podem acontecer durante a formação. Com isso, se desde o início da formação for trabalhada essa cadeia de fatores que são necessários para estabelecer uma cultura de segurança, melhores serão os resultados desses profissionais depois de formados, implicando em atitudes efetivas para um cuidado seguro. 5

É necessário, por fim, analisar que a cultura de segurança do paciente perpassa por todos os conteúdos programáticos e da mesma forma, também é visível em todas as áreas e setores de atuação profissional. Dessa forma, embora a inclusão desta temática nos cursos de graduação ainda seja frágil, é imprescindível que ela esteja presente, sendo importante também a possibilidade de troca interprofissional.



Referências:
1)      Ministério da Saúde; Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente; 2014
2)      Gonçalves, Natália; Siqueira, Lilian Dias Castilhos; Caliri, Maria Helena Larcher. Ensino sobre segurança do paciente nos cursos de graduação: um estudo bibliométrico. Rev enferm UERJ [on line]; 2017.
3)      Ministério da Saúde; Portaria n° 529, de 1° de abril de 2013. Institui Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP)
4)      Melleiro, Marta Maria; Tronchin, Daisy Maria R; Lima, Marlise de Oliveira P; Garzim, Ana Claudia Alcântara; Martins, Maristela Santini; Cavalcante, Maria de Belém Gomes; Gennari, Terezinha Dalossi; Afonso, Maria Heliana de Moura; Popov, Debora Cristina S; Carneiro, Ana Maria Costa; Catala, Cristina. Temática segurança do paciente nas matrizes curriculares de escolas de graduação em enfermagem e obstetrícia. Rev. Baiana enferm [on line]; 2017.
5)      Cauduro, Graziela Maria Rosa; Magnago, Tânia Solange Bosi de Souza; Andolhe, Rafaela; Lanes, Taís Carpes; Ongaro, Juliana Dal. Segurança do paciente na compreensão de estudantes da área da saúde. Rev Gaúcha Enferm [on line]; 2017.


terça-feira, 20 de agosto de 2019

GPESEG EXPLICA! A Importância da passagem de plantão eficaz e suas contribuições para a segurança do paciente



Por: Fernanda de Padúa Soares. Acadêmica de Enfermagem da Escola de Enfermagem Anna Nery. Membro do  Grupo de Pesquisa e Extensão em Segurança e Sustentabilidade em Saúde- GPESEG.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

GPESEG EXPLICA! Eventos Adversos Associados ao Uso de Cateteres Venosos Periféricos


Por: Natália da Conceição Andrade Monteiro. Enfermeira especialista em
Enfermagem médico - cirúrgica nos moldes de residência. Membro do Grupo
de Pesquisa e Extensão em Segurança e Sustentabilidade em Saúde- GPESEG.


O avanço científico e tecnológico utilizado nos serviços de saúde aumentou-se a indicação da terapia infusional (TI) no âmbito hospitalar, sendo considerado como um dos tratamentos invasivos mais utilizados mundialmente. Estudos comprovam que aproximadamente 85% de todos os pacientes hospitalizados necessitarão de alguma forma de TI (1).

O cateter venoso periférico (CVP) é o dispositivo mais utilizado para viabilizar a TI e de grande relevância para a assistência sendo reconhecido como um dos procedimentos invasivos mais utilizados na assistência clínica moderna, correspondendo a dois terços dos procedimentos de enfermagem (2). 

Embora tais dispositivos sejam tão amplamente utilizados e frequentemente considerados como de baixo risco para o paciente, o uso do CVP está associado a ocorrência de eventos adversos que podem prejudicar a administração do tratamento e causar danos à saúde do paciente (3) .

O incidente é um evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente. Existe o incidente que chega ao paciente, mas não resulta em danos; o incidente que não alcança o paciente, chamado de near miss ou “quase erro” e o incidente que causa danos ao paciente, conhecido como evento adverso (4).

Os eventos adversos associados com o uso do CVP incluem remoção acidental do cateter, flebite, oclusão, infiltração, extravasamento, hematoma e infecções (3) (5).

Segundo a Infusion Nurses Society (INS) existem vários fatores que contribuem para a ocorrência de EAs relacionados com o uso de CVP. Estes podem ser agrupados em fatores relacionados à terapia medicamentosa (antimicrobianos, reposição de eletrólitos, etc), relacionados ao paciente (comorbidades, cor da pele, idade, etc), ao cateter (tipo de cateter selecionado, o material do cateter) e à prática de manutenção desses dispositivos (técnica de inserção do cateter, realização de aspiração, flushing, desinfecção, entre outros) (5) .

A equipe de Enfermagem é uma das principais responsáveis pela prática da TI, compreendendo os cuidados pertinentes à prática de inserção e manutenção dos cateteres venosos periféricos tendo papel diferenciador no processo de evitabilidade e mitigação da ocorrência de incidentes e erros provenientes dessa assistência (6).

O monitoramento da prática de manutenção dos CVP é de extrema importância para as instituições hospitalares, pois suas consequências repercutem nos indicadores de qualidade da assistência à saúde refletindo diretamente na segurança do paciente (6). 


Referências

1) Keogh S, Flynn J, Marsh N, Higgins N, Davies K, Rickard CM. Nursing and midwifery practice for maintenance of vascular access device patency. A cross-sectional survey. Int J Nurs Stud [Internet]. 2015. [acesso em: 13 Jul. 2019]; Nov; 52(11):1678-85. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ijnurstu.2015.07.001.

2) Sousa, P.; Mendes, W. Organizadores. SEGURANÇA DO PACIENTE. v. 1: CONHECENDO OS RISCOS NAS ORGANIZAÇÕES DE SAÚDE. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2014. 452 p. ISBN: 978- 85-8432-013-4

3) Miliani K, Taravella R, Thillard D, Chauvin V, Martin E, Edouard S, Astagneau P. Peripheral Venous Catheter-Related Adverse Events: Evaluation from a Multicentre Epidemiological Study in France (the CATHEVAL Project). PLoS One. 2017; 12 (1):e0168637. Epub 2017 3 de janeiro. [Acesso em: 13 jul. 2019]; Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0168637

4) WHO. World Health Organization. World alliance for Patient Safety. The conceptual framework for the international classification for patient safety: final technical report. Version 1.1. Lisboa: WHO, 2009

5) Infusion Nurses Society – INS. Diretrizes Práticas para Terapia Infusional. Brasil, São Paulo, 2018.

6) MOREIRA, Ana Paula Amorim et al. Uso de tecnologias em terapia intravenosa: contribuições para uma prática mais segura. Rev. Bras. Enferm. Brasília, v. 70, n. 3, p. 595-601, junho de 2017. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672017000300595&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 13 de julho de 2019. http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0216.

sábado, 29 de junho de 2019

Uma visão geral sobre segurança e sustentabilidade em saúde


Por:  Patriny Marcelle Mariano Gomes; Tainã Clarissa Santos da Silva de Oliveira e
 Graciele Oroski Paes. Publicado em Out/2017 no SECAD.

A segurança em saúde não é um tema novo, mas vem sendo foco de discussão e estudo recentemente. O marco da visibilidade da temática foi a publicação do livro “Errar é humano: construindo um sistema de saúde mais seguro” em 1999 pelo Instituto Médico dos EUA, constatando que um grande número de pacientes morria a cada ano em virtude dos danos decorrentes dos cuidados à saúde e que acrescentou a preocupação por uma das dimensões da qualidade: a segurança do paciente.¹

Em âmbito internacional, a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente foi criada em 2004, para liderar os programas e apoiar os Estados-Membros da Organização Mundial da Saúde1. No Brasil, as ações voltadas para o cuidado seguro foram sendo implementadas gradualmente pela Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), como a criação da Rede Sentinela (2001)2, mas foi através das publicações da Portaria 529 de 1º de abril de 2013 (institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente)3 e da Resolução da Diretoria Colegiada 36 da ANVISA de 25 de junho de 2013 (institui ações para a segurança do paciente)4 que consolidou o compromisso com a segurança do paciente no país.

Segurança do paciente é definida como a redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado à atenção à saúde.Como forma de nortear o desenvolvimento das ações foram estabelecidas seis metas internacionais, sendo elas: 1.Identificar corretamente o paciente; 2. Melhorar a comunicação entre profissionais de saúde; 3. Melhorar a assistência na prescrição, no uso e na administração de medicamentos; 4. Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos; 5. Higienizar as mãos para evitar infecções; 6. Reduzir risco de quedas e úlceras por pressão.

Sobre a sustentabilidade, os serviços de saúde têm grande importância do ponto de vista ambiental, uma vez que estão intimamente ligados com a promoção a saúde e prevenção de agravos. Considera-se necessária a otimização da assistência afim de garantir práticas sustentáveis, não ameaçando a saúde humana e animal, impedindo a redução de recursos naturais e adequando a gestão de resíduos.5


Considerando a cultura de segurança e a sustentabilidade em saúde, uma questão significativa é o gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS). De acordo com a ANVISA, os RSS são definidos como todos aqueles provindos de atividades referentes ao atendimento direcionado à saúde humana e animal.6
No Brasil, a RDC 306 de 2004 da ANVISA, dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de RSS e a Resolução 358 de 2005 do CONAMA dispõe acerca do tratamento e disposição final e tratamento dos RSS.6,7 Os resíduos de serviços de saúde são classificados de acordo com suas características e periculosidade, sendo divididos em cinco grupos: Grupo A – Resíduos Biológicos; Grupo B – Resíduos Químicos; Grupo C – Rejeitos Radioativos; Grupo D – Resíduos comuns e Grupo E – Resíduos Perfurocortantes.6

A ANVISA determina a elaboração obrigatória do Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGRSS) pelas instituições produtoras de RSS. O PGRSS planeja, aponta e descreve as ações relativas ao manejo, norteando como deve ser realizado o gerenciamento e obedecendo os critérios técnicos e as legislações sanitárias e ambientais.6

O gerenciamento contempla as seguintes etapas: segregação, acondicionamento, identificação, transporte interno, armazenamento temporário, tratamento, armazenamento externo, coleta, transporte externo e disposição final.6 Sendo a segregação a etapa crucial para a redução de custos desnecessários para tratamento, diminuição de impactos ambientais e acidentes ocupacionais.

A segurança e a sustentabilidade são temáticas amplas que congregam diversos atributos e fatores que influenciam em sua aplicabilidade prática no cotidiano dos profissionais e instituições de saúde, justamente por serem necessárias as mudanças de comportamento, cultura e atitude frente a gestão de risco e a qualidade do cuidado.



REFERÊNCIAS

  1. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática / Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
  1. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Rede Sentinela – Apresentação. [Artigo na Internet] Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/rede-sentinela-apresentacao
  1. Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).
  1. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RESOLUÇÃO – RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências.
  1. Furukawa PO, Cunha IC, Pedreira ML, Marck PB. Sustentabilidade ambiental nos processos de medicação realizados na assistência de enfermagem hospitalar. Acta Paul Enferm. 2016; 29(3):316-24.
  1. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde / Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
  1. BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Conselho Nacional do Meio Ambiente, CONAMA. Resolução CONAMA n° 358/05 de 29 de abril de 2005 – Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. Publicada no DOU de 20/04/2005.


segunda-feira, 17 de junho de 2019

GPESEG Divulga! - Congresso Científico Multiprofissional do HUCFF/UFRJ.



Participe! Faça sua pré-inscrição gratuitamente Clicando aqui!
Este formulário é apenas uma pré-inscrição para o evento, que terá sua data divulgada a partir de Julho. 

quarta-feira, 5 de junho de 2019

GPESEG Explica! - INCIDENTES ASSOCIADOS A CATETER VESICAL DE DEMORA: PROTAGONISMO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM E A SEGURANÇA DO PACIENTE


Por: Matheus Kirton

O cateterismo vesical (CV) consiste em uma técnica invasiva, que ocorre por meio da introdução de um cateter através do meato uretral até a região interna da bexiga, objetivando estabelecer uma via de drenagem de urina, por tempo determinado (permanente ou intermitente), com fins terapêuticos ou diagnósticos. (RIVERO et al., 2012)

Atendendo as necessidades clínicas do paciente, segundo Barros et al. (2016) o cateterismo vesical pode ser dividido em duas classes principais: cateterismo vesical de demora (CVD), relacionado a uma longa permanência no trato urinário, e cateterismo vesical de alívio (CVA), utilizado em períodos intermitentes com curta permanência no trato urinário.

Na prática clínica, verifica-se que há uma maior preferência na utilização do CVD, chegando a um percentual no Brasil de 10% dentre os pacientes hospitalizados.
Do mesmo modo, percebe-se essa mesma preferência em âmbito mundial, já que
segundo o Departament of Health (2001), 12,6% dos pacientes internados na Inglaterra utilizam CVD.

Conterno et al. (2011), aponta em seu estudo que cerca de 20% a 50% dos pacientes hospitalizados são submetidos a cateterização vesical, sendo que aproximadamente 38% dos médicos podem não saber que o paciente está sondado, o que implica e contribui diretament para que o uso do cateter vesical seja além do tempo necessário.

A utilização e permanência excessiva do cateter vesical de demora, de acordo com Barros et al. (2016) pode acarretar ao paciente eventos adversos como dor, sangramento, desconforto, trauma e até mesmo uma grave infecção. Frente a ocorrência de tais incidentes, segundo Cestari et al. (2017) a segurança do paciente, aproximadamente nos últimos quinze anos, tornou-se uma grande preocupação e prioridade entre a equipe de saúde, o que pode-se observar mediante a criação de políticas internacionais e protocolos que visam a redução e controle dos riscos de incidentes associados ao serviço de saúde.

A WHO (2016) define incidentes como eventos ou circunstâncias que poderiam ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente; podendo ser classificados em: circunstância notificável, near miss, incidente sem dano e incidente com dano (ou também denominado de evento adverso-EA).
Nessa perspectiva, Cestari (2017) afirma que os incidentes classificados pela segurança do paciente, ocorrem em aproximadamente 10% dos pacientes internados e podem ser relacionados com infecções decorrentes do cuidado de saúde, equipamentos médicos dentro outros. A ocorrência desses em paciente com CVD, inspira da equipe de enfermagem grande atenção, uma vez que suas complicações podem levar agravos ao quadro clínico do paciente. Tal questão pode ser explicada uma vez que, por exemplo pacientes com CVD estão submetidos à um maior risco de desenvolver uma infecção do trato urinário (ITU). Estima-se que 35% a 45% das infecções hospitalares são devido a ITU, dessas 80% estão associadas à cateter vesical de demora. (CONTERNO et al., 2011)

Além da infecção do trato urinário, outros incidentes podem estar associados como: traumatismo uretral, falso trajeto, litíase urinária renal e vesical, uretrite, fístula uretral, prostatite, necrose peniana e câncer de bexiga. Dessa forma, os riscos de incidentes advindos do uso de CVD podem ser classificadas, de acordo com Tolentino et al. (2014), de duas formas: traumáticos (fatores que podem causar ou causaram um trauma) ou infeciosos (fatores que podem causar ou causaram uma infecção).
Rivero et al. (2012), refere em seu estudo que alguns fatores de risco podem potencializar a ocorrência de incidentes, podendo esses serem extrínsecos e/ou intrínsecos. Os fatores de risco intrínsecos, associados aos não modificáveis, são: idade acima de 50 anos; sexo feminino, patologia de base, por exemplo diabetes mellitus; disfunções anatômicas do trato urinários etc. Já os fatores extrínsecos, os modificáveis, estão relacionados por exemplo à duração do CV; ausência de antibioticoterapia profilática, técnica de inserção e cuidados na manutenção do cateter. Tanto os fatores de risco intrínsecos como os extrínsecos merecem um olhar peculiar da equipe multiprofissional, principalmente a da enfermagem, uma vez que o enfermeiro assume todo o protagonismo da manutenção do cateter vesical de demora, atuando como uma das principais barreiras na ocorrência de incidentes, os quais podem gerar graves complicações à saúde do paciente.

Tal protagonismo é reforçado e determinado pela resolução COFEN nº 413 de 2013, a qual normatiza que o procedimento de Cateterização Vesical é de função privativa do enfermeiro, frente a sua natureza invasiva e complexidade. Todavia não há nenhuma especificação que aborde a privatização da manutenção do cateter vesical sendo, portanto, responsabilidade compartilhada de toda a equipe de enfermagem. Em suma, na prática assistencial a equipe de enfermagem participa de todas as etapas do procedimento de cateterismos vesical, desde a inserção até retirada. Nesse, uma das etapas que mais desperta o acometimento de incidente tange ao manejo diário para a manutenção do cateter. Essa pode ser exemplificada com os procedimentos rotineiros da equipe como: o esvaziamento constante da bolsa coletora, o clampeamento do circuito para movimentação do paciente, a fixação adequada do cateter vesical etc. Segundo Rivero et al. (2012) caso haja falhas nesse processo, há uma grande chance de haver diferentes tipos de incidentes, com níveis de gravidade acentuados, de origem infeciosas e/ou traumáticas.

Sendo a enfermagem a principal atuante em todo o processo de cateterismo vesical de demora, torna-se importante que toda a sua ação, voltada principalmente para a manutenção, sejam pautados em conhecimento técnicos, científicos e gerenciais, vislumbrando evitar o aparecimento dos diferentes tipos de incidentes e a garantia da segurança do paciente. De acordo com Tolentino et al. (2014), uma das formas de alcançar tal objetivo é o estabelecimento de parâmetros mensuráveis, para que haja a implementação de programas e protocolos, baseados nas recomendações científicas mais atuais, que
norteiem a prática do cuidado de enfermagem.

Dessa forma, cabe ao enfermeiro acompanhar as potenciais circunstâncias que podem ou não provocar danos, afim de propor medidas contensoras para ocorrências de incidentes, visando a capacitação da sua equipe para a prestação de um cuidado especializado e seguro, conferindo ao paciente melhor bem-estar e sucesso na sua terapêutica clínica.

REFERÊNCIAS
RIVERO PAM, PACHECO IA, RIVERO AM. Protocolo basado en la evidencia de los cuidados de los cateteres urinários en unidades de cuidados intensivos. Enferm Intensiva [on line]; 23(4):171-178. 2012. Disponível em: http://www.elsevier.es/es-
revista-enfermeria-intensiva-142-articulo-protocolo-basado-evidencia-los-cuidados-S1130239912000193

BARROS LAA; PAIVA SS; GONÇALVES FA; SOUSA, SMA. Risk nursing diagnostics for adverse events in bladder catheterization installation delay. Rev. enferm. UFPE [on line]; 10(9): 3302-3312. 2016. Disponível em:
http://pesquisa.bvs.br/brasil/resource/pt/bde-30075CONTERNO LO, LOBO JA, MASSOM W. 

Uso excessivo do cateter vesical em pacientes internados em enfermarias de hospital universitário. Rev Esc Enferm USP [on line]; 45(5):1089-96. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342011000500009

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). A taxonomy for Patient Safety. [on line]. 2016. Disponível: http://www.who.int/patientsafety/implementation/taxonomy/en/

TOLENTINO ACMS, SCHUTZ V, PEREGRINO AAF et al. Perfil epidemiológico dos pacientes na uti, em uso de cateter vesical de demora. Rev enferm UFPE [online]; 8(10):3256-65, out. 2014. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/10055

CESTARI VRF; FERREIRA MA; GARCES TS; MOREIRA TMM; PESSOA VLMP; BARBOSA IV. Aplicabilidade de inovações e tecnologias assistenciais para a segurança do paciente: revisão integrativa. Cogitare Enferm. [on line]; (22)3: e45480. 2017. Disponível em: http://www.saude.ufpr.br/portal/revistacogitare/wpcontent/uploads/sites/28/2017/07/45480-212388-1-PB.pdf

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

GPESEG EXPLICA! - O ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL NA CONTEMPORANEIDADE




Por: Eric Rosa Pereira

         No ano de 2002 o Ministério da Saúde publicou a portaria 2048/02 que em seu
artigo 1° aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência (BRASIL, 2002). Como forma de organizar o serviço de atendimento pré-hospitalar, o Ministério da Saúde publicou ainda as portarias de número 1863 e 1864, assinadas em 18 de Setembro de 2003, instituindo a Política Nacional de Atenção às Urgências (PNAU) que preconiza a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192) em todas as unidades federativas, respeitadas as competências das três esferas da administração pública (BRASIL, 2003). Considera-se, portanto, como marco no atendimento pré-hospitalar brasileiro, pois a partir desta portaria e decretos houve uma reorganização de todo o sistema nas entidades federativas.
        De acordo com o Plano Nacional de Atendimento à Urgência e Emergência atendimento pré-hospitalar é a assistência prestada em um primeiro nível de atenção aos pacientes em situações de emergência que estão em quadros agudos de saúde de natureza traumática, clínica ou psiquiátrica, com capacidade de originar sofrimento, sequelas ou óbitos. Portanto, é o atendimento realizado a população que necessite de atendimento de saúde de urgência e emergência médicas no território brasileiro. Por isso, esse atendimento é fundamental para diminuir índice de mortalidade e morbidade, oferecendo atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde hierarquizado, regulado e integrante do Sistema Estadual de Urgência e Emergência (BRASIL, 2006).
         Este serviço é dividido em dois níveis a depender da gravidade do paciente. O Suporte Básico de Vida (SBV) busca preservar a vida da vítima na não execução de procedimentos invasivos, por meio dos profissionais que devem ser capacitados e ordenados por médicos, para realizar o atendimento necessário com eficácia. Enquanto o Suporte Avançado de Vida (SAV) faz atendimentos a usuários em estado crítico de saúde, executam procedimentos invasivos, a equipe deve operar de forma sistemática e integrada, sendo o médico um profissional essencial para esse tipo de atendimento, este que resulta nos diagnósticos, prescrição medicamentosa e executa procedimentos invasivos, e o enfermeiro se atribui na assistência de intervenções. Essa assistência pode ocorrer no local do incidente ou durante o deslocamento (FERREIRA, 2017).
        Na rede pública de saúde, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é o principal meio de assistência aos pacientes/vítimas que necessitam de um atendimento imediato. Neste sentido, o serviço funciona através da Central de Regulação das Urgências, tendo seu acesso gratuito e de livre demanda para a população por meio do número “192”, estando disponível 24 horas por dia, todos os dias do ano. Ele atua prestando orientações ou quando se fizer necessário enviando uma ambulância com tripulação capacitada para realizar o socorro solicitado. Os atendimentos são feitos em qualquer lugar onde haja necessidade de atendimento de urgência e emergência, tais como em residências, vias públicas, locais de trabalho, dentre outros. A equipe de profissionais atuantes neste serviço é formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores socorristas devidamente treinados. (BRASIL, 2017)
       Neste sentido, as ambulâncias são divididas em 6 (seis) classes, ordenadas em sequência alfabética, onde a tripulação deverá ser devidamente treinada para desempenhar as funções que cada viatura irá demandar: (BRASIL, 2002).

               

TIPO
CLASSIFICAÇÃO
FUNÇÃO

A

AMBULÂNCIA DE
TRANSPORTE
REMOÇÃO SIMPLES;
DE CARÁTER COLETIVO


B


SUPORTE BÁSICO
SOCORRO A PACIENTES COM RISCO DE VIDA CONHECIDO OU NÃO;
QUE NÃO HÁ NECESSIDADE DE ATENDIMENTO MÉDICO NO LOCAL OU DURANTE O TRANSPORTE

C

AMBULÂNCIA DE
RESGATE

SOCORRO EM LOCAIS DE DIFÍCIL ACESSO (TERRESTRE, AQUÁTICO OU NAS ALTURAS)


D

AMBULÂNCIA
AVANÇADA
SOCORRO A PACIENTES QUE CORREM RISCO IMINENTE DE MORTE E NECESSITAM DE TRANSFERÊNCIA OU TRANSPORTE PARA UM HOSPITAL



E


AERONAVES DE
TRANSPORTE
1: ASAS FIXAS: TRANSPORTE DE URGÊNCIA DE PACIENTES;
2: ASAS ROTATIVAS: RESGATE, ABASTECIDA COM EQUIPAMENTOS MÉDICOS NECESSÁRIOS PARA SUPORTE A PACIENTES GRAVES

F
EMBARCAÇÃO DE
TRANSPORTE MÉDICO
ATENDIMENTO E TRANSPORTE EM VEÍCULO MOTORIZADO AQUAVIÁRIO

      Os profissionais das equipes de saúde que atuam nos serviços de emergência são peças fundamentais no processo do cuidar. Para tal, atributos como competência, habilidade motora, criatividade e sensibilidade são exigidos. O cuidar em emergência exige mais do que conhecimento técnico, ou seja, conta também com a experiência de seus profissionais, o seu “saber fazer” (RAMOS, 2005). Depreendendo-se que o serviço de atendimento pré-hospitalar necessita de profissionais proativos e com conhecimento prévio em urgência e emergência.
       Portanto, o SAMU é um ambiente específico de cuidado que requer dos seus profissionais algumas habilidades específicas a saber: senso crítico, destreza, proatividade e um treinamento contínuo aos protocolos de atendimento pré-hospitalar.





Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Política nacional de atenção às urgências / Ministério da Saúde. – 3. ed. ampl. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2006. 256 p. Disponível em: < ISBN 85-334-1166-9> Acesso em: 01 ago 2018. 

BRASIL. Ministério da Saúde (BR). Portaria n. 1863/GM de 29 de setembro de 2003: Institui a Política Nacional de Atenção às Urgências. Brasília. Disponível em: http://dtr2001.saude.gov.br/samu/legislacao/leg_gm1863.htm. Acessado em 17 de dezembro de 2018.

FERREIRA, A.M.; NOBRE, J.O.C.; OLIVEIRA, L.F.M. de et al. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência: satisfação de usuários. Rev enferm UFPE online, Recife, 11(10):3718,2017. Disponível em:< DOI: 10.5205/reuol.12834-30982-1-SM.1110201703>. Acesso em: 17 julho 2018.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

GPESEG Explica! – SEPSE: Importância de uma equipe treinada


Por: Thamára Almeida

A sepse pode ser definida como a presença de disfunção orgânica ameaçadora à vida em decorrência da resposta desregulada do organismo a presença de infecção, seja ela causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários.  A mesma, pode estar relacionada a qualquer foco infeccioso. As mais comuns são a pneumonia, a infecção intra-abdominal e a infecção urinária. Contudo, existem outras infecções que também podem ser considerada focos frequentes como a infecção relacionada a cateteres, abscesso de partes moles, meningites, endocardites, entre outros.
Esta infecção possui um número elevado de mortalidade e diante disso, é fundamental sua  identificação e tratamento precoce. No Entanto, suas manifestações clínicas podem dificultar este processo, visto que são similares à outros processos não infecciosos e que podem passar despercebidos.
Para que ocorra a identificação e o tratamento de forma precoce, é indispensável que os profissionais de saúde estejam treinados de forma adequada para identificar os sinais da sepse de modo a reconhecer as principais manifestações clínicas. Dentre os profissionais de saúde, a equipe de enfermagem possui um papel de suma importância neste processo, pois são esses profissionais que mantém maior contato com o paciente, devido ao seu perfil cuidador, e por isso é indispensável conhecer as definições, conceitos, fisiopatologia, quadro clínico e intervenções terapêuticas pertinentes à sepse.
O menor tempo para reconhecimento e início do tratamento está associado a uma melhor evolução do quadro e um prognóstico mais favorável, sendo este um grande diferenciador de uma equipe bem treinada e preparada para a identificação e inicio dos recursos terapêuticos antes de gerar complicações tardias.


REFERENCIAS:
COREN-SP. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. Sepse: um problema de saúde pública. A atuação e colaboração da Enfermagem na rápida identificação e tratamento da doença. 2º Ed. São Paulo, 2017. Acesso em 15 dez. 2018.


LAS. INSTITUTO LATINO-AMERICANO DE SEPSE. Implementação de Protocolo Gerenciado de Sepse - Protocolo Clínico Atendimento ao paciente adulto com sepse / choque séptico. 2018. Disponível em: <http://www.ilas.org.br/assets/arquivos/ferramentas/protocolo-de-tratamento.pdf>. Acesso em 15 dez. 2018.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

GPESEG Explica! – Tecnologia e Sustentabilidade em saúde: uma breve explanação

Por: Maria Victória

O desenvolvimento tecnológico permeia diversos quesitos do cotidiano, e não seria diferente na área da saúde. A mesma se apresenta de forma a melhorar as práticas em saúde e com o objetivo de torná-las mais sustentáveis, de modo tal que supra as necessidades das gerações atuais sem prejudicar as futuras.

São inúmeros os investimentos em pesquisas tecnológicas na área da saúde, seja através da procura de uma nova vacina, seja através de um novo cuidado que contribuirá para a qualidade de vida dos indivíduos. Ou até mesmo por intermédio da implementação de prontuários eletrônicos, algo que a primeira vista possa parecer uma iniciativa simples, traz inúmeros benefícios a longo prazo, como por exemplo a redução significativa do uso de papel, algo que traz impacto direto ao meio ambiente.

Os profissionais de saúde devem ter em mente que eles também possuem extrema responsabilidade ambiental, visto que o meio ambiente interfere diretamente no processo saúde-doença. Portanto, é necessário que haja o descarte adequado dos resíduos hospitalares, visto que, um quimioterápico descartado de maneira incorreta pode gerar impactos diretos no ambiente a curto e longo prazo. E cabe também aos gestores do serviço ampliar o acesso a tais conhecimentos e ferramentas, o que viabilizará, além de boas práticas, economia direta para o serviço e também repercussões positivas diretas na assistência à saúde e segurança do paciente.

REFERÊNCIAS:
CAMPONOGARA, Silviamar et al . Visão de profissionais e estudantes da área de saúde sobre a interface saúde e meio ambiente. Trab. educ. saúde, Rio de Janeiro , v. 11, n. 1, p. 93-111, Apr. 2013 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462013000100006&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 08 Nov. 2018.
LORENZETTI, Jorge et al . Tecnologia, inovação tecnológica e saúde: uma reflexão necessária. Texto contexto - enferm., Florianópolis , v. 21, n. 2, p. 432- 439, jun. 2012 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072012000200023&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 08 nov. 2018.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

GPESEG Explica! – A segurança do paciente na inserção e manutenção do acesso venoso periférico

Por: Lucy Ana Migueres

O acesso venoso periférico é um dos procedimentos mais realizados da assistência ao paciente. A segurança nesse processo deve ser garantida para que não haja danos ao paciente, ou ainda que estes sejam reduzidos de forma potencial. No Brasil a Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelece algumas recomendações e normas para esse procedimento. O documento elaborado se intitula “Medidas de Prevenção de Infecção Relacionadas a Saúde”, sendo lançado no ano de 2017.
As infecções relacionada à saúde (IRAS) são provenientes a eventos adversos oriundos da assistência prestada nos serviços de saúde. Essas infecções podem aumentar potencialmente os custos no cuidado de um paciente. O acesso venoso periférico por ser um dos procedimentos mais realizados na assistência ao paciente, também é uma fonte em potencial para o acometimento de IRAS ao paciente. As medidas previstas no protocolo da ANVISA, tem como objetivo principal nortear o manejo seguro do cateter venoso periférico, deste a sua inserção até sua retirada. Inicia-se como a necessidade de uma higiene das mãos adequada, com base em técnica descrita pela própria Anvisa. Segue pela necessidade de escolha do sítio de inserção, preparo da pele, estabilização do cateter, coberturas, técnicas de flushing e manutenção do cateter, cuidados com o sítio de inserção e por mim a retirada do cateter. No que tange a manutenção do cateter propriamente, ainda devemos lançar mão do uso de escala de avaliação de flebite proposto pela Infusion Nursing Society.  Sendo assim ressaltamos a importância do profissional da enfermagem no conhecimento das recomendações que o protocolo trás quanto a inserção do acesso venoso periférico.
Referências
Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde/Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Brasília: Anvisa, 2017. Disponível em: < http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/Medidas-de-Preven%C3%A7%C3%A3o-de-Infec%C3%A7%C3%A3o-Relacionada-%C3%A0-Assist%C3%AAncia-%C3%A0-Sa%C3%BAde.pdf> Acesso em: 25 de out de 2018.
POTTER, P. A. & PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 8a Edição. Rio de Janeiro: Elsevier; 2013.